6 razões para conhecer a Bodega Garzón

Bodega Garzon/ Foto Divulgação

Bodegas e vinhedos quase sempre compõem belas paisagens. A Bodega Garzón, porém, tem algo mais. A paixão do empresário argentino Alejandro Bulgheroni por sustentabilidade e pela ideia de produzir vinho com o mínimo impacto no meio ambiente originou um belo e monumental exemplo de integração entre homem e natureza.

Bodega Garzón, um universo a ser explorado

Por isso mesmo a visita à vinícola torna-se um passeio imperdível para quem vai a Punta del Este, da qual está a 7km de distância. Um passeio que vai interessar não somente a iniciados no vinho, mas também a quem se importa com arquitetura, gastronomia, produção sustentável ou, simplesmente, por momentos de lazer em lugares paradisíacos.

Confira, portanto, seis aspectos que fazem valer a pena você incluir a Bodega Garzón no seu roteiro de viagem pelo Uruguai:

O caminho
Na ida ou na volta, há duas paradas obrigatórias. Uma é na tranquila José Ignácio, cidade litorânea onde fica o famoso restaurante La Huella (em breve teremos matéria mais detalhada sobre o assunto). A outra é no agradável Pueblo Garzón. O povoado, de 198 habitantes, é lindo, parece cidade cenográfica. Na praça central, a Garzón faz anualmente sua Festa da Vindima para celebrar o início da colheita. Também lá, o chef argentino Francis Mallmann tem um restaurante e um hotel-boutique. Mallmann, aliás, é diretor e embaixador do restaurante da Bodega Garzón.

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A arquitetura
Quando você chega à Bodega Garzón, tem a impressão de que o prédio está mergulhado em um grande espelho d’água. A construção de concreto e de linhas retas contrasta com o verde que o cerca, mas ao mesmo tempo parece ter pousado suavemente naquele lugar. Muito mais da arquitetura será visto no passeio pelo interior da edificação.

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A vista do terraço
O visitante mal chega à recepção — um ambiente de pé-direito altíssimo e dominado por um imenso lustre — e já se depara com a vastidão do verde vale onde são cultivados 220 hectares de vinhedos. Em cima, um céu que não acaba mais… A vontade é sentar e ficar ali mesmo o dia inteiro contemplando a paisagem.

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A beleza interior
O tour pelo interior da Bodega Garzón passa por alguns ambientes inusitados (quem vai resistir a uma selfie?), como a sala em que estão 10 “ovos” gigantes feitos de um concreto especial italiano (na verdade, tanques para fermentação dos vinhos) e corredores em que se revelam grandes pedras de balasto originais do terreno, conservadas durante a construção. Muito recorrente no solo do local, balasto dá nome ao vinho mais prestigiado da Garzón.

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O restaurante
Acomodado no amplo salão principal ou nos terraços, todos com vista para os vinhedos, o visitante escolhe entre três menus: Estate (quatro etapas, a R$ 273), Reserva (cinco etapas, a R$ 444) e Single Vineyard (seis etapas, a R$ 683). Sob direção de Francis Mallmann, o chef Ricki Motta segue a linha cozinha de fogo, claro. Com direito a área para montagem dos domos (estruturas de ferro onde as carnes são assadas). Funciona de quarta a domingo para almoço. No verão (janeiro-fevereiro), todos os dias. Os preços são pela cotação de 21/3/2019.

Almoço ou piquenique nos vinhedos
Outra opção é comer em meio aos vinhedos. A Bodega Garzón tem mesas de piquenique em alguns pontos da plantação e vende um serviço que inclui roteiro para passeio de bicicleta elétrica entre as parreiras e mesa de piquenique para dois (nela, uma garrafa de vinho). Outro serviço, mais exclusivo (e mais caro, portanto) é o almoço nos vinhedos, com todo aquele aparato típico da cozinha do fogo e harmonização com vinhos… Da Garzón, claro. Preços a conferir.

Degustação de azeites
Ao lado da Bodega Garzón fica a Fábrica Boutique de Azeites Garzón. Um “programa dentro do programa” é visitar os olivais e a fábrica, onde são produzidos azeites de diferentes variedades, como arbequina, coratina, barnea e picual, todos tão premiados internacionalmente quanto os vinhos da marca. E também como na bodega de vinhos, a fábrica tem lojinha. Portanto, é bom se preparar para voltar com uma bagagem mais pesada.

Jornalista

Jornalista paraibano radicado em Brasília. Há 30 anos, trabalha com jornalismo cultural e, mais recentemente, com os assuntos de gastronomia. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal da Paraíba, Veja Brasília e site Metrópoles. É autor do livro O Fole Roncou, finalista do Prêmio Jabuti em 2013. Atualmente, também é editor do Boníssimo (link para bonissimo.blog), blog que aborda assuntos de cultura, diversão e ações positivas. Está no Gastronomix desde sua criação em 2009.

Um Comentário

  1. […] Saiba mais sobre o passeio pela Bodega Garzón […]

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