E vamos de Chá Oolong!

oolong

Quinta-feira, 14 de fevereiro. Valentine´s Day, dia de São Valentim, dia dos namorados, amantes… E também Dia do Amigo (assim mesmo, com “A” maiúsculo, porque, né…)! Como o rio só corre para o mar, eu sei que esse é o dia certo para a gente voltar a se encontrar aqui no Gastronomix… E comemorar a data com chá é certeza de vida longa e duradoura para a nossa amizade, meu povo! Tim-tim com chá, que é pro nosso convívio durar! 🙂

O assunto de hoje será o Chá Oolong, um dos nossos seis chazinhos, que só é chá porque vem daquela plantinha-velha-conhecida, a Camellia Sinensis, lembra? Você vai vê-lo por aí com alguns nomes variados, Wulong, Chá Azul ou Formosa, mas é tudo a mesma coisa: mais uma das maravilhas orientais!

Inicialmente produzido apenas na China, em Fujian, hoje também é produzido, em grande escala, por Taiwan. Aqui, uma observação: Taiwan diz que é país autônomo, República da China; a China, ou a República Popular da China, diz que Taiwan é uma de suas províncias, que sofre de rebeldia; a ONU reconhece tão somente a República Popular da China como soberana e vinte e dois países do mundo reconhecem a autonomia de Taiwan.

Não entendeu nada? É confuso mesmo, dá uma “googlada” pra sentir o drama… E segue o baile! Geopolítica à parte, que bom que os dois lugares existem e que produzem tão bem produzidinho o Oolong, para encantar olhos, narizes e paladares de todo o mundo!

Este é um chá parcialmente oxidado e tal oxidação varia entre vinte e oitenta por cento. Murchado lentamente, pode se apresentar com folhas abertas ou enroladinhas. As enroladas são, sem dúvida, as mais conhecidas e identificadas com essa variedade de chá. O aroma, para mim, remete a flor, orquídea… É incrível! Um bom Oolong chega a render até oito (!!!) infusões. Pense!

Dois conhecidíssimos Oolongs são o “Tie Kuan Yin”, (que quer dizer deusa da misericórdia de ferro), produzido em Fujian, de aroma torrado, sabor adocicado, encorpado, um dos meus favoritos, e “Oriental Beauty” (Bai Hoo, Fancy Formosa ou Beleza Oriental), batizado assim pela Rainha Vitória, produzido em Taiwan, de adstringência quase inexistente, adocicado, leve, mas também cremoso. Bastante suave, mas marcante, costuma agradar até quem está começando a tomar chá e ainda tem certa resistência quanto aos chás puros.

Neste momento, quando passamos da metade da saga dos seis chás, preciso saber como andam suas experiências chazísticas. Provou algum chá diferente ou outro mencionado nas colunas anteriores? Não me mate de curiosidade, quero sempre saber tudo e mais um pouco!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , costumo postar umas imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Happy Valentine’s Day!

Especialista em chás

Se tiver chá, lá ela estará! Apaixonada pelo mundo dos chás e tudo o que com ele se relaciona, de porcelana a livros, de lugares a receitas, de comidinhas a experiências. Acredita que a xícara perfeita é capaz de criar momentos mágicos; a eles se entrega com toda a sua verdade... E eterna curiosidade! Especialista em chás e tea blender por paixão, servidora pública por profissão. Em Brasília/DF.

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