Um dia prazeroso no bairro romano de Monti

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Monti não é exatamente um segredo… A dois passos do Coliseu, poderia estar no caminho de qualquer visitante de Roma, mas é conhecido por poucos. Uma pena, pois esse cantinho da Cidade Eterna, espremido entre a Via Nazionale e a Via Cavour, é um pouco de tudo: tradicional com toques modernos; underground, porém descolado. Preparamos um pequeno guia para que você possa aproveitar o bairro desde cedo – quando os trabalhadores começam suas atividades – e segue até à noite, quando os boêmios tomam conta das ruas.

Por ser um bairro residencial, o Monti possui várias padarias, como a célebre Antico Forno ai Serpenti. Pra fugir do óbvio, porém, comece o dia com os croissants quentinhos do La Casetta (foto acima), misto de bistrô, café e guest-house que ocupa uma pequena casa, toda coberta em hera.

Não é preciso ser religioso para se impressionar com a Basílica de Santa Maria Maggiore. Em estilo barroco, essa igreja impressiona não só por ter o mais alto campanário de Roma, mas por ostentar em seu interior belos mosaicos do século V. Além disso, o Museu da Basílica, com obras de artista italianos, vale a visita.

Opções para o almoço também não faltam. O restaurante mais falado da região é o Urbana 47. Moderna na decoração e na proposta, a casa preza por alimentos orgânicos, frescos e combinações simples, sem ser triviais. A boa comida é servida a qualquer hora do dia: café da manhã, almoço, tapas às 18h e jantar a partir das 19h.

Por ser descolado, o bairro tem atraído jovens artistas e designers. As novas galerias, lojas e cafés se concentram na Via Urbana e na Via Panisperna. Cada passo nessas ruas revela uma surpresa, tais como as lojas de mobiliário e design Nora P e Atelier Monti, que contrastam com os onipresentes antiquários.

Espaços dedicados à comida e ingredientes de cozinha também se multiplicam. A Zia Rosetta, por exemplo, não é nada mais que uma portinha estreita onde se vendem panini feitos com um pão típico da Itália, o rosetta. Ali se pode tomar café da manhã, almoçar umas das deliciosas saladas, ou, em caso de preguiça, pedir de casa ou do hotel (as entregas são feitas de bicicleta). Mas o melhor mesmo é comprar um dos panini pra levar e saboreá-lo sentado nos degraus da Fontana di Piazza della Madonna dei Monti, vendo o ir e vir das pessoas.

E já que estamos em Roma, melhor fazer como os romanos e jantar numa autêntica cantina. Frequentada principalmente por gente da vizinhança, a Hosteria La Vacca M’briaca serve comida típica de Roma bem preparada e a baixos preços.

Depois do jantar, a noite continua no Libreria Caffè Bohemien. São dois ambientes em um. O primeiro, que parece uma biblioteca, é mais tranquilo, onde é possível conversar tendo uma boa garrafa de vinho como combustível. O outro, mais agitado, é disputado pela galera das artes e hipsters e, de tão lotado que costuma ficar, acaba fazendo da rua um anexo ao bar.

ANTICO FORNO AI SERPENTI
Via dei Serpenti, 122-123

LA CASETTA
Via della Madonna dei Monti, 62

BASILICA DE SANTA MARIA MAGGIORE
Piazza di Santa Maria Maggiore, Via Liberina, 27

URBANA 47
Via Urbana, 54

NORA P
Via Panisperna, 220/221

ATELIER MONTI
Via Panisperna, 42

ZIA ROSETTA
Via Urbana, 54

HOSTERIA LA VACCA M’BRIACA
Via Urbana, 29/30

LIBRERIA CAFFÈ BOHEMIEN
Via degli Zingari, 36

Advogado

Advogado e leitor voraz de livros, revistas, sites e blogs brasileiros e estrangeiros. Meticuloso, realiza muitas pesquisas e monta roteiros para comer, beber, tomar um drink antes de qualquer viagem. Atua também no projeto kitchen11, em Brasília.

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