Baru: mais importante do que você imagina

Baru

Com baru se faz muita coisa, seja de sua castanha ou do mesocarpo (a polpa). Além de consumido in natura, é ingrediente para sorvete, pesto, licor, óleo, pão, farinha, pasta tipo nutella e o que mais a criatividade do cozinheiro permitir. Sem contar que o baru é rico em ômega-6 e 9, zinco, ácido graxos, proteínas, fibras, minerais e ferro — dizem que seu consumo diário ajuda a diminuir a taxa de colesterol total.

A fruta, portanto, é um verdadeiro tesouro do cerrado que, se bem explorado, pode render não só delícias, mas também benefícios sociais para as comunidades extrativistas responsáveis pela coleta e o beneficiamento. “O baru não é apenas um bem econômico que gera renda para as famílias extrativistas, mas também autonomia e resgate da autoestima dos agricultores”, diz Dionete Barbosa, coordenadora técnica da Cooperativa Copabase, que reúne várias dessas famílias.

A importância do baru é tanta que ele é tema central de um evento que ocorre nesta quinta-feira (12/9) na Funarte, em Brasília, a 1ª Oficina para o Comércio Justo e Solidário da Cadeia do Baru. “Neste encontro vamos destacar os princípios de comércio justo que devem ser praticados entre as indústrias de alimentos, agricultores e extrativistas.”, afirma Dionete.

A oficina vai tentar responder a questões como por que o baru é difícil de ser encontrado no grande comércio? Qual organização é necessária para que as comunidades tradicionais façam negócios com as grandes marcas de varejo? De que forma é possível ter uma relação de proximidade seguindo regras e princípios básicos de comercialização?

A 1ª Oficina para o Comércio Justo e Solidário da Cadeia do Baru acontece dentro da programação do 9º Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que reúne mais de 500 representantes de povos e comunidades tradicionais do bioma, e segue até sábado (14/9), com entrada franca, das 8h às 17h. Aliás, o evento será uma boa chance de comprar ingredientes do cerrado e produtos derivados. Vá, leve a cestinha e conheça um pouco mais sobre as maravilhas do bioma que ocupa 24% do território brasileiro.

1ª Oficina para o Comércio Justo e Solidário da Cadeia do Baru
Dia 12/9, das 8h30 às 17h30, no Gramado da Funarte (Eixo Monumental). Entrada franca mediante credenciamento neste link.

IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado
De 11/9 a 14/9, das 8h às 18h, no Gramado da Funarte (Eixo Monumental). Entrada franca.

 

Jornalista

Jornalista paraibano radicado em Brasília. Há 30 anos, trabalha com jornalismo cultural e, mais recentemente, com os assuntos de gastronomia. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal da Paraíba, Veja Brasília e site Metrópoles. É autor do livro O Fole Roncou, finalista do Prêmio Jabuti em 2013. Atualmente, também é editor do Boníssimo (link para bonissimo.blog), blog que aborda assuntos de cultura, diversão e ações positivas. Está no Gastronomix desde sua criação em 2009.

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