8 motivos para curtir o verão em José Ignacio

marismo

Falar do Uruguai nos remete a vinhos e parrillas. Vinhos e parrillas nos lembram, quase sempre, clima frio. Mas, não se engane, nosso vizinho do sul também pode ser um caliente destino de verão. São 660 km de litoral, que ficam agitados nesta época do ano. 

O ponto mais badalado, claro, é o balneário de Punta del Este. Mas, para quem quer distância da ferveção, o paraíso fica 40 km depois de Punta, na pequena José Ignacio, província de Maldonado. Na cidadezinha, imperam um luxo despojado e muito charme.

Se quiser ir direto de Montevideo, são 160 km. E vale demais a viagem. O Gastronomix apresenta aqui oito motivos que tornam essa experiência imperdível. É claro que eles estão, na maioria, relacionados aos prazeres de comer e beber, nossa especialidade:

1. Provar delícias do fogo à beira-mar
Uma das melhores cozinhas do Uruguai é, sem dúvida, a do Parador La Huella. A casa une o conforto de um restaurante estrelado à descontração de um bar à beira-mar. O cardápio dividido em mar, terra e fogo inclui delícias feitas na brasa, como a incrível massa das pizzas e o polvo a la plancha com  com batatas e pimentões. É comer e nunca mais esquecer.
@lahuella.parador

2. Deslumbrar-se num passeio à Bodega Garzón
A 43km de José Ignacio fica a encantadora Bodega Garzón, um conjunto de arquitetura arrojada integrada à paisagem, onde se pode degustar premiados vinhos e azeites, fazer um piquenique entre os vinhedos ou ainda almoçar no restaurante comandado pelo chef Ricki Motta, sob consultoria do mestre do fogo, o argentino Francis Mallmann.
www.bodegagarzon.com

3. Conhecer uma cidadezinha de sonho
No caminho para a Bodega Garzón, fica o Pueblo Garzón. O povoado, de 198 habitantes, é lindo, parece cidade cenográfica. Na praça central, a Bodega, que fica ali pertinho faz anualmente sua Festa da Vindima para celebrar o início da colheita — este ano está marcada para 7 de março, se estiver por lá não perca. Também lá, Francis Mallmann tem um restaurante e um hotel-boutique.

4. Harmonizar tapas, vinhos e muita simpatia
Quem senta a uma das mesas do La Solera Vinos Y Tapas não tem mais vontade de levantar. Não só por causa da especialíssima seleção de vinhos e comidinhas deliciosas servida, mas pela simpatia da proprietária, Soledad Bassini. Ex-representante de vinhos, Soledad resolveu um dia abrir seu próprio bar-restaurante disposta a servir aos clientes somente vinhos que ela realmente aprecia. Uma coisa assim entre amigos. Acabou inventando uma delícia de lugar.
@soleravinosytapas

6. Curtir o clima descolado e festivo do The Lab
Chefs e DJs convidados movimentam as noites do The Laboratorium, ou apenas The Lab, um bar superdescontraído e de público na maioria jovem. Tem cozinha ao ar livre, com uma estação de fogo, onde são preparados hambúrgueres e outras comidinhas para acompanhar a variada oferta de coquetéis e cervejas. Se quiser levar para comer ou beber na pousada, é só pedir. Sai pra viagem.
@thelab.uy

7. Relaxar nas charmosas pousadas da cidade
Tudo em José Ignacio preza pela combinação de conforto, charme e bom gosto. A ideia é ser chique sem ostentação. E isso é replicado em cada uma das deliciosas (e não tão baratas) pousadas do lugar. A exemplo da aconchegante Posada del Faro, com seus quartos de móveis e paredes brancos, sacadas voltadas para o mar e espaços comuns (foto abaixo) que fazem você se sentir em casa. Ah, e tem vista para um belíssimo pôr de sol.
@posadadelfaro

8. “Viajar” na atmosfera de luau do Marismo
O Marismo (foto laaaá no alto desta página) abre apenas na alta temporada, em clima de luau. Fica em meio a árvores, mesas espalhadas ao ar livre sobre piso de madeira ou de terra, fogueiras, ótima música ambiente e altíssimo astral. É do mesmo dono da Cantina de Vigia, também em José Ignacio, que funciona o ano todo e tem estrutura mais urbana. Em comum entre os dois, além do dono, a excelente cozinha, com menus em que sobressaem pratos da gastronomia local preparados no forno de barro.
@restaurantmarismo / @cantinadelvigia

Jornalista

Jornalista paraibano radicado em Brasília. Há 30 anos, trabalha com jornalismo cultural e, mais recentemente, com os assuntos de gastronomia. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal da Paraíba, Veja Brasília e site Metrópoles. É autor do livro O Fole Roncou, finalista do Prêmio Jabuti em 2013. Atualmente, também é editor do Boníssimo (link para bonissimo.blog), blog que aborda assuntos de cultura, diversão e ações positivas. Está no Gastronomix desde sua criação em 2009.

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